Banheiros brancos {Prato Principal} por Mariana

Sabia que banheiro branco nunca sai de moda? Além disso, muita gente gosta da ausência de cor e informação por causa da aparência de “sempre limpo”. Para você que adora o estilo “clean” em banheiros, selecionamos algumas imagens inspiradoras:

Wall Tile contemporary bathroom

Neste caso, o arquiteto utilizou mármore branco na parede do espelho e no piso, agregando sofisticação  ao ambiente.

Parsons Single Vanity contemporary bathroom vanities and sink consoles

A mesinha em madeira branca é uma solução simples e clássica para os lavabos mais despojados.

Ruffle Shower Curtain contemporary shower curtains

E essa cortina? Babados + banheira Vitoriana: tudo a ver!

Group 41 modern bathroom

Neste moderno banheiro, o branco aparece em todos os revestimentos, luminárias e acessórios.

Strelein Warehouse modern bathroom

Espelho em toda a parede, tanto em cima como em baixo da bancada.

Apartment Barbican modern bathroom

Piso pastilhado e iluminação marcante fazem a diferença neste ambiente.

Master Bathroom, Village Townhouse, New York City contemporary bathroom

E para as crianças, um banheiro branquinho e muita arte feita por elas mesmas.

Telegraph Hill Residence modern bathroom

Aqui o piso vinílico com padrão que imita madeira fez um contraponto com o branco do banheiro. Na parede: suporte para muitas toalhas!

Telegraph Hill Residence modern bathroom

Nesta imagem: diversos revestimentos e uma iluminação frontal que parece ser natural!

Gloucester Road Apartment modern bathroom

E o chuveiro-luminária no teto? Eu quero!

Como viram, para ter um banheiro branco com muita graça e estilo, é importante investir em detalhes, como uma iluminação diferenciada, uma variedade bacana de revestimentos brancos, ou uma peça colorida marcante, que servirá de ponto focal para o usuário.

Imagens via Houzz
Imagem destacada via Melhor papel de parede
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Casa Malaparte {Prato Principal} por Mariana

Ainda em clima de Oscar, hoje vamos mostrar uma casa tão espetacular que já foi até personagem principal de filme: a Casa Malaparte!

Casa Malaparte – Via Panoramio

Curzio Malaparte foi um jornalista e escritor italiano apaixonado por artes e famoso por seus envolvimentos com política. Em 1938 encomendou o projeto ao então jovem arquiteto Adalberto Libera, que criou uma obra única, sem estilo definido. Parece uma casa modernista, com formas simples e amplas, terraço na cobertura e grandes aberturas, porém segue a tradição mediterrânica no uso de cores não primárias, de janelas com dimensões variadas e na locação da edificação, encrustrada na rocha.

Casa Malaparte – Via The Improvised Life

A fantástica localização na Ilha de Capri, num penhasco que se ergue 32 metros acima do mar Mediterrâneo, é provavelmente um dos lugares mais extraordinários do mundo. A enorme escadaria define a fachada e leva ao terraço, onde um muro espiral surge para dar privacidade ao banho de sol. Malaparte era um artista e colaborou muito com o projeto, tendo sido autorizado por Libera, que encarou a parceria como um desafio. Coube ao proprietário a ideia de emoldurar as janelas como se fossem quadros, transformando a paisagem avassaladora em obra de arte.

Casa Malaparte – Via Fotoeweb

Plantas, cortes e fachadas da Casa Malaparte – Via Archweb

Em 1963 o diretor francês Jean-Luc Godard filmou na paradisíaca Ilha de Capri o filme O Desprezo (Le Mépris), adaptação da obra de Alberto Moravia. A produção franco-italiana trazia Brigitte Bardot no auge da beleza e da fama. Além de Bardot, o que mais chamou atenção no filme foi a sensacional casa usada como locação.

Cartaz do filme O Desprezo – Via Canalblog

Cenas do filme O Desprezo – Via Onze e Onze

Fruto da união de ideias entre um mecenas exigente e um arquiteto extremamente habilidoso, a Casa Malaparte é única em seu desenho e em sua integração com a paisagem.

Sem dúvida, uma importante referência da arquitetura do século XX.

Imagem destacada

 

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Arquitetura e cinema {Prato Principal} por Mariana

Hoje ganhamos um post de presente! Confira:

Por Giuliano Caldas

Hoje acontecerá a 84ª edição do Oscar, e nada mais justo do que dedicar nosso post ao CINEMA. Essa arte tão completa em que música, dança, literatura, fotografia e todas as manifestações artísticas podem se apresentar num mesmo palco, para os mais diversos públicos. Nesse contexto, a arquitetura tem uma relação extremamente íntima com o cinema ao longo dos anos. Seja na utilização de cenários e locações em filmes de época, na construção de um mundo futurista imaginário ou até mesmo como um dos “personagens” essenciais para a história, tão importante quanto os próprios atores.

A seguir alguns exemplos de arquitetura no cinema:

Realizadores visionários existem desde os primórdios do cinema. Em 1927 o filme Metropolis, do diretor alemão Fritz Lang, mostrou um mundo repleto de arranha-céus, antecipando as grandes cidades do futuro. Mais tarde o diretor Ridley Scott homenageou Metropolis e seus cenários futuristas no filme Blade Runner – O Caçador de Andróides (Blade Runner, 1982). Porém, ambos os diretores tiveram suas megalópoles inspiradas na obra do arquiteto italiano Antonio Sant´Elia, que em 1912 produziu croquis muito expressivos mostrando uma cidade com edificações monumentais e cheias de andares, passarelas, elevadores e vias suspensas para veículos, algo impensável para a época.

Gravuras de Antonio Sant’Elia – Via Arquitetonico

Cartaz e cena do filme Metropolis – Via Sparkuberalles e Design on the Rocks

 Cartaz do filme Blade Runner – Via Cinemaring

No gênero comédia, Meu Tio (Mon Oncle, 1958) de Jacques Tati, nos apresenta uma crítica à vida moderna e a interferência da tecnologia no cotidiano das pessoas. Um dos principais “personagens” do filme é a casa ultra moderna que parece ter vida e ditar as regras aos seus moradores. Essa simbologia é muito bem representada através de uma magnífica sequência noturna, em que duas janelas redondas parecem vigiar as pessoas ao seu redor.

Cena do filme Meu Tio – Via Capa Dura em Cingapura

Em 2003, o polêmico diretor dinamarquês Lars Von Trier utilizou a arquitetura (ou a ausência dela) como fio condutor da história em Dogville. Ao eliminar paredes e vedações e demarcar as casas e ruas através de uma “planta baixa” desenhada, como num esboço de projeto arquitetônico, esse artifício se mostrou fundamental para expor a real natureza de seus personagens. A ausência da definição do espaço amplia aos nossos olhos a solidão e a crueza na vida de seus habitantes. Dogville é um filme atípico, daqueles que pode gerar inúmeras discussões, teorias apaixonadas ou fazer você desistir dele antes de completarem os primeiros 15 minutos de projeção. Nicole Kidman interpreta Grace, uma mulher bonita e bondosa que chega num pequeno vilarejo denominado Dogville enquanto criminosos  a  perseguem, sem que fique exatamente claro qual o motivo da perseguição.

Dogville – Via CinemáticaCena do filme Dogville – Via Pudim de Cinema

O diretor e roteirista Woody Allen sempre busca inspiração em grandes cidades para seus filmes, como são os casos de Nova York em Manhattan (1979), Londres em Match Point (2005) e Barcelona em Vicky Cristina Barcelona (2008). Allen captura a essência da cidade e sua relação com os habitantes em seus roteiros, sempre com muita sutileza e ironia, utilizando ruas e edifícios como adornos para suas tramas. Seu último filme, Meia Noite em Paris (Midnight in Paris, 2011), concorrerá hoje a 4 estatuetas, dentre elas melhor filme, diretor e roteiro original. No filme, a cidade luz aparece em várias épocas diferentes, mostrando toda sua elegância, glamour e sofisticação ao longo de décadas.

Cena do filme Meia Noite em Paris – Via V is for Olive

Cena do filme Meia Noite em Paris – Via Collider 

Bom, agora é esperar pra ver quais serão os mais novos vencedores das estatuetas do Oscar… falando nisso, será que algum dia o nosso Oscar Niemeyer será tema de um filme digno de sua trajetória arquitetônica, política e social? Quem sabe…

Imagem destacada.

 

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