{ Dicas para apartamentos: o que o Drywall é capaz de fazer na decoração de uma cozinha }
- por Andréa

O termo “drywall” significa “parede seca”. Na prática, trata-se de uma tecnologia limpa, que já é utilizada na arquitetura norte-americana e europeia. É uma ótima aposta para quem está buscando praticidade no momento da obra.

Felizmente, pouco-a-pouco, ela vem ganhando mais destaque também no mercado brasileiro – mas ainda precisa vencer mitos, como não poder ser empregada em uma cozinha, por exemplo.

Basicamente, o sistema construtivo com Drywall pode ser definido de duas formas:

  • Primeiro, pela utilização de chapas em gesso e papel-cartão.
  • Segundo, por placas que são fixadas em estruturas de madeira ou aço.

Resumindo, corresponde a uma técnica onde não há argamassa, água ou outros líquidos. Tudo é previamente fabricado na indústria e, depois, agrupado in loco como uma espécie de sanduíche.

Viviane Dinamarco 

Decoração de cozinha com Drywall

Dentro de casa, praticamente tudo pode ser criado com Drywall. Paredes construídas com esta técnica são extremamente lisas – até mais do que as construídas em material convencional.

Qualquer reparo não necessita de tanto “quebra-quebra” – algo demorado e sujo de se fazer -, como ocorre com paredes de alvenaria, por exemplo. Para quem entende do assunto, tudo é feito de forma simples.

Na cozinha, o Drywall pode estar presente em vários lugares.

A começar pelos rebaixos de forro, sancas e shafts. Por meio desses, os arquitetos podem esconder dutos de ventilação e encanamentos de hidráulica e gás; além da fiação elétrica e de saídas de luz.

Eles também podem disfarçar detalhes indesejáveis, como superfícies irregulares. Ou acrescentar novos volumes ao conjunto. Vejamos!

André Freitas 

Léo Shehtman – Cozinha

Quase ninguém tem conhecimento disso, mas é possível criar gabinetes e bancadas para cozinha usando gesso acartonado e perfis metálicos.

Claro que essa alternativa não é a mais indicada, já que a resistência – principalmente contra umidade – de um móvel fabricado em alvenaria ou até em MDF é maior. Mas, essa ideia pode, sim, ser cogitada pelos projetistas de interiores.

Um detalhe curioso é que qualquer objeto com até 10 kg pode ser prendido diretamente a uma chapa de Drywall. Acima disso, é necessária a instalação de perfis – às vezes até com distribuidor de cargas.

Numa cozinha, essa tecnologia poderia ser útil para suportar bancadas de pedra, por exemplo. Mas, sendo esse tipo de peça tão pesada, a parede, obviamente, precisaria de mais reforço estrutural.

Agora, uma meia parede, dividindo uma cozinha de uma sala de estar ou lavanderia, poderia muito bem ser feita pelo sistema Drywall.

Com o mesmo material, é possível fazer também um painel de suporte para o televisor – claro, se for o desejo do proprietário ter um aparelho desses no cômodo. E ainda criar nichos ou estantes em áreas especiais, próprios para a exposição equipamentos e utensílios domésticos.

Ornare 

Monica Spada Durante https://www.vivadecora.com.br/foto/157469/parede-com-nicho-e-piso-de-madeira  e Silvana Lima https://www.vivadecora.com.br/foto/35790/nichos-de-gesso-com-espelho

Vantagens e desvantagens do uso do Drywall

São muitas boas qualidades atribuídas à tecnologia do Drywall. Uma delas é a sua versatilidade. Podem-se fazer trabalhos arrojados, com recortes e desníveis, possibilitando aos projetistas a criação de centenas de formas diferentes.

E o melhor, não há a necessidade do uso de água; seus componentes são recicláveis e a matéria-prima não gera descartes tóxicos, propagação de chamas ou condução de calor.

Iara Kilaris 

Iara Kilaris – Sala e Cozinha integradas

Em relação aos métodos tradicionais, o gesso acartonado possui bem mais vantagens. Ele é leve, ou seja, não sobrecarrega outras estruturas. É rápido e prático de ser instalado. Permite um aumento de cerca de 4% de área útil em cada ambiente – já que as paredes construídas com estas placas são mais finas. E só agrega 5% de resíduos a qualquer obra.

Tudo começa quando os perfis-guia são dimensionados e montados de modo a acomodar as placas pré-moldadas. Estas, por sua vez, são instaladas e fixadas formando as estruturas.

No caso dos forros, esses são sustentados por montantes verticais de aço galvanizado. E, depois, faz-se o tratamento das juntas com massa e fitas específicas, deixando a superfície plana, pronta para receber o acabamento final.

Flavia Campos 

A primeira desvantagem que se pode citar sobre o Drywall é que nem todas as chapas são resistentes à umidade. O surgimento de mofo e a proliferação de bactérias, fungos e insetos, como cupim – principalmente em regiões de clima quente -, pode comprometer todo o sistema. Nesse caso, o melhor é haver manutenção e verificação de pragas constante.

Outro ponto negativo é pendurar um simples quadro na parede, algo que parece fácil, nesse caso, é mais complicado. Mesmo para quem tem conhecimento sobre o material, essa é uma tarefa que exige muita atenção.

As placas de gesso possuem baixa resistência, até contra impactos. E não é em todo lugar que se podem fixar buchas, parafusos e outros acessórios – só onde for mesmo indicado pelo instalador.

O uso do Drywall em áreas úmidas em geral

O Drywall pode, sim, ser utilizado em áreas úmidas, como numa cozinha. A única exigência é que suas placas devem ter proteção antifungo e serem resistentes à umidade.

A impermeabilização do sistema precisa seguir um procedimento mínimo. Claro que apenas o profissional especializado é que indicará a melhor solução. Mas, no geral, o processo segue sempre uma mesma linha.

Para uma cozinha, as placas verdes e rosas são as mais indicadas. A primeira por conter silicone e aditivos fungicidas misturados ao gesso. Já a segunda por ser mais resistente ao fogo, por causa da presença de fibra de vidro em sua fórmula – uma boa pedida para a região em torno do fogão ou cooktop.

É interessante ainda incrementar o isolamento térmico, no interior da parede, com lã mineral. Os dutos hidráulicos e condutores com fiação elétrica devem passar pelo meio das mantas, cortando caminho entre os perfis metálicos.

Os reparos nas tubulações são práticos. E nada impede que se cubra tudo com revestimento cerâmico, pastilhado, porcelanato ou com tinta – antimofo, claro.

 Danyela Corrêa 

Não deixe de usar Drywall em sua cozinha

Como se pôde perceber, hoje, há muitas boas maneiras de empregar o Drywall na decoração de interiores. Em se tratando de cozinhas, infelizmente, a maioria das pessoas prefere explorar o material apenas em rebaixos decorativos.

Mas, conforme as técnicas construtivas forem aprimoradas, os projetistas ganharão confiança para explorar melhor o gesso em outras situações, mais ousadas.

Digamos que se todos os cuidados quanto à sustentação, fechamento, isolamento e impermeabilização dos elementos em Drywall forem, sempre, devidamente tomados, seu uso aumentará cada vez mais.

Assim, não haverá porque deles serem descartados de uma composição arquitetônica ou decorativa para cozinha. Afinal, foram tantas vantagens apontadas neste post, que você, no mínimo, deverá reconsiderar sua opinião quanto ao sistema.

Fica a dica: na hora de decorar a cozinha, não esqueça do Drywall como um excelente e versátil opções.

Este post sobre dicas de decoração de cozinhas com Drywall foi criado pela equipe Viva Decora.

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COMENTÁRIOS

  1. André Henrique
    18 de outubro de 2018 às 10:47

    Fica incrível, em!

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