{ Redefinindo o terraço }
- por Ludmila

Essa casa fica em Melbourne, na Austrália, e é considerada uma plataforma para estabelecer um diálogo crítico dentro do ambiente construído, levantando questões e encontrando soluções. O projeto é uma crítica sobre as nossas atitudes culturais e como determiná-las. Uma crítica sobre o que consideramos ser importante como patrimônio e como fazer para que seja feito de maneira crítica e contemporânea. O simbolismo seria uma ideia mais importante do que a consequência da arquitetura?

A estratégia foi “quebrar” os elementos de terraço da casa, criticando e respondendo a questão acima. As principais áreas de investigação foram: simbolismo e ornamentação, o domínio público x privado e a redefinição de seus limites, orientação solar e a sustentabilidade ambiental. Em vez de encarar esses condicionantes como restrições do projeto, os arquitetos viram isso como novas áreas de possibilidades e exploração.

O terreno é muito pequeno e estreito: 5.50 x 12.00m. A equipe estava interessada em manter a ideia do “simbolismo” do terraço, mas de uma forma irônica ou até mesmo satírica para que se iniciasse um debate público. A ironia seria apenas a ausência de matéria, por meio da perfuração da fachada. Ao invés de ser através de uma reprodução física de uma casa terraço, é o símbolo de uma casa terraço aparente.Observe o painel que existe no quintal: eles criaram um cenário para o que seria apenas um muro, dando a ideia de profundidade através do desenho.

Eles queriam que a casa fosse mais do que apenas uma fachada ou um gráfico em um edifício; em vez disso, a fachada externa poderia ser integrada ao interior como um dispositivo multi-funcional que constantemente transforma a forma construída a partir do sólido para o nada, do privado para o público e do opaco para o transparente.

A ausência da fachada, ou a fachada que se abre, permitiu que os arquitetos retirassem a ideia de que as casas são estáticas. A utilização de paredes móveis​​, “portas cortinas” e paredes de vidro permitem que os ocupantes mudem a sua experiência e o ambiente. Essa manipulação do espaço arquitetônico esbarra nas fronteiras entre o dentro e o fora, o domínio público e o privado.

A seguir veja o vídeo da casa.

As informações foram traduzidas e assim como as imagens vieram do site kud.

FacebookPinterestTwitterGoogle+
{arquitetura}{casa}{crítica}{símbolo}{terraço}{varanda}

COMENTÁRIOS

  1. Getulio Yoshimitsu
    15 de fevereiro de 2012 às 9:23

    Matéria muito boa e projeto excelente. Gostei muito. Parabéns.

    • Ludmila Azevedo
      15 de fevereiro de 2012 às 11:53

      Obrigada Guga, também achei muito interessante! Apareça sempre por aqui!

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Seu email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *.